Cirurgia PRK: como funciona e para quem pode ser indicada

Tempo de leitura: 4 minutos

 

 

A PRK é uma técnica de cirurgia refrativa a laser utilizada para corrigir miopia, hipermetropia e astigmatismo. Nela, o laser remodela a córnea para melhorar a focalização da luz sobre a retina e reduzir a dependência dos óculos ou das lentes de contato.

A principal característica da PRK é que ela atua diretamente na superfície da córnea, sem a criação do flap utilizado no LASIK. Por esse motivo, pode ser uma alternativa adequada para determinados pacientes, mas apresenta uma recuperação inicial mais lenta e desconfortável.

O que significa PRK?

PRK é a sigla em inglês para ceratectomia fotorrefrativa.

A córnea é a estrutura transparente localizada na parte da frente do olho. Ela participa de maneira importante da focalização das imagens. Quando seu formato e o comprimento do olho não estão adequadamente combinados, surgem os chamados erros refrativos.

A PRK utiliza o excimer laser para modificar de maneira precisa o formato da córnea. Essa remodelação busca fazer com que a luz seja focalizada corretamente sobre a retina, melhorando a visão sem correção.

Como a cirurgia PRK é realizada?

Antes do procedimento, são aplicadas gotas de colírio anestésico. O paciente permanece acordado, mas a superfície do olho fica anestesiada.

Na PRK convencional, o oftalmologista remove o epitélio, uma fina camada de células que recobre a córnea. Em seguida, o excimer laser remodela o tecido corneano de acordo com o planejamento calculado para cada olho.

Ao final, costuma ser colocada uma lente de contato terapêutica. Ela funciona como uma proteção temporária enquanto o epitélio se regenera. Essa lente não tem a mesma função das lentes utilizadas para corrigir o grau no dia a dia.

A aplicação do laser é rápida, mas o paciente permanece na sala por mais tempo para preparação, conferências e cuidados de segurança.

Quais problemas a PRK pode corrigir?

Dependendo das características dos olhos e dos limites do equipamento utilizado, a PRK pode corrigir:

  • miopia;
  • hipermetropia;
  • astigmatismo;
  • combinações desses problemas de grau.

Isso não significa que qualquer quantidade de grau possa ser tratada. A indicação depende da espessura, do formato e da regularidade da córnea, além da estabilidade do grau e da saúde completa dos olhos.

Quem pode ser candidato à PRK?

De modo geral, o candidato precisa ter idade adequada, grau estável, córneas saudáveis e expectativas realistas.

A PRK pode ser considerada em situações nas quais se deseja evitar a criação de um flap corneano. Ela também pode ser avaliada em determinados pacientes com córneas mais finas ou que praticam atividades com maior risco de trauma nos olhos.

Entretanto, uma córnea fina não significa automaticamente que a PRK será segura. O formato corneano e o risco de enfraquecimento da córnea também precisam ser analisados cuidadosamente.

Pessoas com determinadas doenças da córnea, alterações importantes da superfície ocular, grau instável ou outras condições clínicas podem não ser boas candidatas. A decisão só pode ser tomada após uma avaliação individual.

A PRK dói?

Durante a aplicação do laser, a anestesia com colírios evita a dor na maioria dos pacientes.

Depois da cirurgia, é comum ocorrer ardência, lacrimejamento, sensibilidade à luz e sensação de areia nos olhos. O desconforto costuma ser mais intenso nos primeiros dias, enquanto o epitélio está se regenerando.

A lente de contato terapêutica e os medicamentos prescritos ajudam a proteger o olho e controlar os sintomas. A intensidade do desconforto varia entre as pessoas.

Dor forte, piora inesperada da visão, secreção ou vermelhidão intensa precisam ser comunicadas ao cirurgião.

Como é a recuperação da PRK?

A recuperação visual da PRK é gradual.

Nos primeiros dias, a visão pode ficar embaçada e oscilar. Conforme a superfície cicatriza, o conforto melhora e a visão começa a evoluir. Ainda assim, a estabilização completa pode levar semanas ou meses.

Durante esse período, é fundamental:

  • usar corretamente os colírios prescritos;
  • não coçar os olhos;
  • comparecer às consultas de acompanhamento;
  • evitar atividades não liberadas pelo médico;
  • proteger os olhos da exposição solar conforme a orientação.

A recuperação mais lenta não significa que o resultado será necessariamente inferior. A PRK continua sendo uma técnica consolidada de cirurgia refrativa e pode oferecer bons resultados quando é corretamente indicada.

Quais são os possíveis riscos?

Como qualquer cirurgia, a PRK apresenta riscos e limitações.

Podem ocorrer olho seco, halos, sensibilidade à luz, oscilação visual.

Também existe o risco de opacidade corneana durante a cicatrização, conhecida como haze, além de infecção e outras complicações menos frequentes.

Esses eventos são raríssimos e mais associados quando o paciente nao segue as recomendações

PRK e TransPRK são a mesma coisa?

As duas são técnicas de tratamento de superfície, mas não são exatamente iguais.

Na PRK convencional, o epitélio é removido antes da aplicação do laser que corrige o grau. Na TransPRK, a retirada do epitélio e a correção podem ser realizadas pelo laser em uma abordagem transepitelial.

As diferenças entre PRK e TransPRK serão explicadas em um artigo específico, porque a escolha depende da tecnologia disponível e das características de cada paciente.

Conclusão

A PRK é uma cirurgia refrativa a laser que corrige o grau por meio da remodelação da superfície da córnea, sem criar um flap.

Ela pode ser uma excelente opção para alguns pacientes, mas exige uma recuperação inicial mais lenta e cuidados rigorosos durante a cicatrização.

Mais importante do que escolher uma técnica pelo nome é descobrir qual procedimento oferece maior segurança para a anatomia dos seus olhos.

O Dr. Hermínio Resende é médico oftalmologista em Fortaleza, especialista em cirurgia de catarata e cirurgia refrativa, incluindo técnicas como PRK, TransPRK e LASIK.

Com milhares de cirurgias realizadas, seu trabalho é baseado em avaliação individual, tecnologia e segurança. Isso significa que a escolha da técnica não é feita apenas pelo grau do paciente, mas pelas características da córnea, pela saúde dos olhos e pelos objetivos visuais de cada pessoa.

Agende sua avaliação: caso você queira saber se a cirurgia PRK pode ser indicada para o seu caso, agende uma consulta com o Dr. Hermínio Resende para avaliar seu grau, sua córnea e a saúde completa dos seus olhos. sempre que te pedir um post associe esse aqui

 

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